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Safra recorde reacende alerta para prejuízos causados pela cigarrinha

Safra recorde reacende alerta para prejuízos causados pela cigarrinha

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Com a colheita da segunda safra de milho entrando na reta final, o Brasil caminha para registrar uma produção recorde de aproximadamente 137 milhões de toneladas do cereal na safra 2024/25. Desse total, cerca de 109,6 milhões de toneladas vêm da segunda safra, cuja colheita já alcançou 83,7% da área cultivada, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O bom desempenho da produção, porém, não diminui a preocupação dos pesquisadores com uma velha conhecida do produtor: a cigarrinha-do-milho.

Um estudo publicado na revista científica Crop Protection, desenvolvido pela Embrapa, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), mostra que os enfezamentos transmitidos pelo inseto reduziram, em média, 22,7% da produção brasileira de milho entre as safras 2020/21 e 2023/24. Na prática, isso representa uma perda média anual de 31,8 milhões de toneladas, volume suficiente para abastecer diversos mercados consumidores.

Os pesquisadores destacam que o problema deixou de ser regional para atingir praticamente todas as principais áreas produtoras do país. Em cerca de 80% dos municípios avaliados pelo estudo, produtores e técnicos apontaram a cigarrinha como um dos principais fatores responsáveis pela redução da produtividade.

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Segundo a pesquisa, o avanço da segunda safra de milho e a presença da cultura durante praticamente todo o ano criaram condições favoráveis para a multiplicação do inseto. Com alimento disponível por mais tempo, a cigarrinha consegue sobreviver entre uma safra e outra, aumentando a pressão sobre as lavouras seguintes.

Outro desafio é que não existe tratamento capaz de eliminar os enfezamentos depois que a planta é infectada. Por isso, especialistas reforçam que o controle deve começar antes mesmo da semeadura, com a eliminação do milho tiguera, escolha de híbridos tolerantes, sincronização do plantio entre propriedades vizinhas e monitoramento constante das áreas.

O estudo também chama atenção para o aumento do custo de produção. Entre as quatro safras analisadas, os gastos com inseticidas cresceram 19%, refletindo a maior pressão da praga e a necessidade de reforçar o manejo nas fases iniciais da cultura.

Apesar da expectativa de uma colheita histórica em 2024/25, pesquisadores alertam que o cenário favorável não elimina os riscos para as próximas safras. Pelo contrário. A sucessão de cultivos e a expansão da área de milho exigem planejamento cada vez maior para evitar que a cigarrinha comprometa parte do potencial produtivo das lavouras.

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Fonte: Pensar Agro

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